domingo, 18 de junho de 2017

Municipal de suíço - semifinal da segundona 18/6


Semifinal da segundona

Hoje aconteceu a última semifinal da segundona no municipal de suíço. O jogo decisivo, para ver quem ia enfrentar os Jagunços do Taquaruçu, na grande final da segunda divisão do municipal de suíço foi entre Mecânica LF que tenta desesperadamente voltar à elite do futebol fraiburguense, contra os Primos Coragem.

Num sufoco disgramado, deu LF que em determinado momento vacilou feio e quase jogou todo o trabalho no lixo ao levar um gol incrível, no qual o goleiro bateu o tiro de meta, sendo que a bola deu nas costas do adversário, voltando então para o próprio gol. 1X0 para os Primos. A agonia foi imediata e faltando poucos minutos para o fim, a LF soube por a cabeça no lugar e empatou levando a disputa para os pênaltis, onde venceram. 

SEJAM BEM VINDOS PARA A PRIMEIRA DIVISÃO NOVAMENTE, TAQUARUÇU E MECÂNICA LF. Agora é pensar na GRANDE FINAL! Vai ser briga de gente grande.


Mecânica LF

Os primos coragem




É inverno mas não tava fácil pra ninguém



O ALÍVIO DE VOLTAR À PRIMEIRA DIVISÃO!
PARABÉNS LF


CANHA X ATLÂNTICO (17/6) Semifinais do Municipal de futebol suíço

Semifinais do Municipal de futebol suíço

Ontem (17), com tempo bom, tivemos a primeira semifinal da categoria livre, 1ª divisão, do municipal de suíço, o torneio dos amigos, mas que quando a bola rola cada um defende o seu. O jogo foi no campo do bairro Liberata. Dentro das 4 linhas, a poderosa Mecânica Canha, cheia de piá novo e com o sebo nos rins, com um fôlego de mil homens, enfrentando um Atlântico matreiro, equipe experiente, cheia de melindres, calma e fria como gelo. Era tudo amigo, mas somente um iria para a final. Já diria o entendido de futebol, num campeonato de mata mata como este, a semifinal é mais perigosa e nervosa do que a própria final. Na prática, foi exatamente isto que aconteceu, os nervos estavam saindo pela epiderme.

E não foi fácil para um destes times estar na final. O jogo em si, foi peleado. No primeiro tempo, o Atlântico meteu seu golzinho rapidamente, sob muita reclamação do adversário que alegou falta de Fair Play, então ele, sempre ele, Adriano Bazzola, o cabelo de anjo, guardou o primeiro tento. A partir deste momento, o jogo iria pegar fogo e no finalzinho da primeira etapa, Leandro, sempre ele também, o artilheiro da competição com 7 gols, meteu um canudo de fora da área no cantinho, indefensável para o goleiro Magrão! Era o empate. A síntese do jogo foi essa, uma Canha extremamente nervosa e o Atlântico, mais experiente, usando das suas artimanhas. Esse time do Atlântico sabe o que fazer em campo. 

No segundo tempo, a coisa iria ficar mais acirrada, ainda mais com a virada da Canha, a carreta "desabestada" que com ele, sempre ele, Leandro, guardou outra de fora da área. Era o gol da virada e também o passaporte para a final, só que não! Eles não haviam combinado com o Atlântico, que logo empataria com um GOLAÇO OLÍMPICO, Ó QUE CHIQUE! Gol dele, sempre ele, o cabelo de anjo. Resultado final: 2x2 e os famigerados pênaltis nos aguardavam. Mais uma vez, foi muita emoção para os nossos corações! Eram três pênaltis para cada lado, sendo que o Atlântico errou o primeiro, então, na última cobrança, ele, Leandro, bateu e Magrão humildemente pegou e o drama prosseguiu por mais 4 pênaltis, para cada lado, quando o finalista, finalmente saiu. Isso só ocorreu depois de uma cobrança do Atlântico, cuja bola subiu tanto que veio parar no bairro São Miguel. E assim, a Canha está na final. 

Hoje (18) tem mais dois monstros do futebol fraiburguense. Mais dois jogos de muita raça e tática em campo. E a gente se encontra lá, a partir das 14:00!


Mecânica Canha 

Atlântico 


Saiam da frente, pois soltaram as feras!
A experiência de Claudinei Morsoletto e Luciano como auxiliar, controlaram bem os ânimos e mantiveram o bom jogo! 







À la CR7 na comemoração!

Finalzinho de tarde e a tão sonhada vaga, veio.


O olhar de uma lenda!
Tem de respeitar! É o que ele mesmo diz, "acho que da para jogar mais um aninho." E é assim que Adriano Bazzola continua dando alegria para sua torcida. Brigando na artilharia do livre e estando na final do veterano e na semi do livre, com 41 anos, não é para poucos! Tem de respeitar o cabelo de anjo.


O eterno Magrão!
Magrão e sua camisa da sorte, do tempo da saudosa equipe do supermercado Glória. Essa é antiga! Magrão é uma atração a parte.



As glórias do passado, com a esperança do futuro em uma única cena!

Diegão só de butuca na torcida pelo bom jogo!


 Tchê Valni alucinado!

Os píncaros da glória! 





Hoje tem mais!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Agricultura familiar

Agricultura familiar


A agricultura familiar alimenta este país. Para quem não conhece o que seria essa forma de trabalho no campo, ela cultiva, produz e vende produtos de cadeias curtas, as comercializando perto de onde elas nascem. É curta porque a produção e a venda acontecem na cidade, sem muito gasto de transporte para ir até o Ceasa (Centrais de Abastecimento), geralmente localizado nos grandes centros, por exemplo. 

Com uma dinâmica e características distintas em comparação à agricultura não familiar, nela a gestão da propriedade é compartilhada pela família e a atividade produtiva agropecuária é a principal fonte geradora de renda, este é o conceito. Além disso, o agricultor familiar tem uma relação particular com a terra, seu local de trabalho e sua moradia. A diversidade produtiva também é uma característica marcante desse setor. A Lei 11.326 de julho de 2006 definiu as diretrizes para formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e os critérios para identificação desse público.

Em Santa Catarina, a Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) cuida da agricultura familiar através de um órgão de gestão de negócios e mercados ao qual atua em 5 eixos: * organização da agricultura familiar; * busca de soluções e orientação de mercado; * orientação da agroindústria na agricultura familiar; * turismo e agricultura familiar; * política pública de segurança alimentar; * área nutricional junto ao Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar) na compra de produtos para a escola. 

Conforme apurou-se, 70% de tudo que você come, vem deste tipo de cultivo. Isto é relevante, pois demonstra o tamanho deste setor e de sua diversidade. A agricultura familiar tendencia a produção limpa e sustentável de alimentos, mas isso não cai do céu no seu prato. Existem órgãos trabalhando e desenvolvendo, principalmente a questão social e o ser humano produtor familiar. Para que este não abandone o campo e que passem a propriedade para os jovens e seu novo conhecimento. 

Aline Ulir Calliari - responsável pelo programa gestão de negócios e mercados nas regiões de Videira, Caçador e Curitibanos e que reside em Fraiburgo, falou à Le.Sete da importância da agricultura familiar: "esse ano estamos mapeando todos os empreendimentos de agricultura familiar. Para ao final termos uma noção exata da atuação. O que pode-se dizer é que, eles atuam em 17 cooperativas, as quais fornecem alimentos da melhor qualidade possível, para órgãos públicos e à população".

Finalizando, a preocupação da agricultura familiar é com a qualidade. Eles não chegaram a excelência como nos produtos orgânicos, mas, são produtos aos quais o consumidor pode rastrear sua origem e talvez, o mais importante, elimina o atravessador, tornando-os mais baratos e acessíveis.

NOSSA CAPA DA EDIÇÃO 28


sábado, 27 de maio de 2017

Governador Colombo, na mira do impeachment

A máscara está caindo


​​Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

O Movimento dos Atingidos pela Lava Jato (MAL) aumentou, consideravelmente, na semana do dia 10/4 sendo que o seu número de membros, até o fechamento a edição 27, já superava o de 400 pessoas. Assim o tempo passou e hoje, 27/5, no fechamento da 28ª edição da Le.Sete, os números quadruplicaram e já ultrapassam os milhares. Até em Fraiburgo teve político recebendo a grana suja da corrupção. Uma coisa é certa e já comentei sobre isto, na ânsia de se eleger e de comprar votos o político fará de tudo, sendo que o caixa dois está institucionalizado e se for levar a ferro e fogo, tem de prender quase todo mundo. Eleição é uma corrida insana e desleal e se você tiver 1 bilhão de reais, você torra tudo! O Brasil não suporta mais isso! Já diria um jingle da Jovem Pan AM.

Se em Abril a delação da Odebrecht era denominada a delação do fim do mundo, o que dizermos dessa da JBS? Que atingiu em cheio o presidente "golpista" como dizem alguns, em cheio! O bafafá político não para de aumentar. Temer foi flagrado na, veja bem, na garagem do Palácio do Jaburú incentivando e cometendo crimes. Hoje (27), no apartamento do ex senador Aécio Neves, encontraram até documentos que comprovariam o caixa 2. Então gente, com tudo isso, percebe-se que quase não existe santo na política, se olharmos pelo prisma do caixa 2. Diante disso, caixa 2 deveria ser crime ou não? É bem complicada a questão. O problema é maior quando o caixa 2 é oriundo de corrupção ou seja, o empresário elege o cara, mas vai precisar lá na frente, isso é mais grave do que uma ajudazinha sem aparecer.

O pior de tudo é que, todos os partidos estão envolvidos e quando é no partido dos outros é crime, quando é no partido do atingido, é investigação ilegal. Então pessoal, carinha de santo, aparência de santo, fala mansa, já não são mais indicadores de nada, vide Raimundo Colombo. A novidade do momento são os pedidos de impeachment que o governador começa a colecionar, já são dois que circulam na Assembléia. O fala mansa, autor de um livro chamado "Povo, tem rosto, nome e endereço" foi pego!

Uma coisa é certa, Raimundo Colombo que se agarre ao cargo, assim como faz o Temer também, pois com dois pedidos de impeachment na assembléia, ele terá de ter muita lábia, mais uma vez, para convencer e se safar dessa. Da opinião pública, parece que sua moral despencou. O Gavazzoni, secretário de finanças já pediu o boné!

Quem diria! Aquela forte coalizão que comandou Santa Catarina até este ano e que se intitulava "por toda Santa Catarina", no começo, está ruindo sob a égide do caixa 2. Existem boatos de que Colombo estaria mudando de partido.

Bem, chega de falar. Enquanto isto, ficarei na expectativa do que ainda virá, até o fechamento da 29ª Edição. Aguardemos tristemente, por tanta vergonha exportada para o mundo. 

Multa para Sanefrai


Multa para Sanefrai

O prefeito na época, Nelmar Pinz e seu vice Edilberto Ferreira, juntamente com o presidente da Sanefrai, Ademir Pedro Perin

                 
Fraiburgo terá de pagar uma multa, através da Sanefrai, por ter infringido a legislação ambiental estadual e federal vigentes. O valor é astronômico para nossa realidade e o fato ocorreu durante os 8 anos do ex prefeito Nelmar Pinz (PMDB) que hoje reside em Florianópolis e de seu então presidente da Sanefrai, Sr. Ademir Pedro Perin.

OS CRIMES COMETIDOS

Em 2012, a FATMA (Fundação do Meio Ambiente), através da sua equipe de fiscalização e após vistoria, no aterro sanitário, constatou que:

* A empresa operava, sem licença, desde de fevereiro de 2006 para atividade de disposição de resíduos urbanos.  
* Estar em desacordo com as normas técnicas para tal atividade.  
* Não havia estudo de permeabilidade do solo, sendo que o lençol freático naquela região não tem um nível inferior a três metros.  
* A análise das águas indicou forte contaminação. 
* Não havia programa de monitoramento.  
* Os drenos de gás não estavam funcionando e a cobertura diária dos resíduos, não era realizada.  
* Não havia plano de emergência, plano de inspeção, manutenção e plano de encerramento no processo de licenciamento.  
* Uma área degradada por antigo lixão, ainda não havia sido recuperada.  
* O processo também não apresentou estudo de impacto ambiental.   

A multa é no valor de R$ 453.600.00, com vencimento em 05/05/2017, cabendo ainda recurso administrativo. Sendo assim, não teve quem não se indignou, com essa situação, pois o boleto já está nas mãos da atual prefeita Claudete Gheller (PPS), e se ainda não foi pago, o será, em breve. 


Assim, por incompetência ou negligência dos administradores públicos, provavelmente, será no bolso do contribuinte que a coisa vai estourar. É fato que este boleto será pago por todos nós. A pergunta que fica é: como deixaram isso acontecer?

A Sanefrai vem sofrendo com escândalos nas gestões dos ex prefeitos Nelmar Pinz e Ivo Biazzolo, pois dois dos seus ex presidentes, Eloi Regalin e o próprio Perin, respondem na justiça, em ações por improbidade administrativa. Atualmente, ambos continuam no serviço público, sendo que Eloi está trabalhando com a prefeita Claudete e no caso de Perin, este acabou de assumir o cargo de Gerente de Políticas Socioeconômicas Urbanas e Rurais na 9ª SDR, correspondente a região de Videira. O serviço público, parece ter memória curta.

Enquanto isto, a coleta e o tratamento de esgoto estão péssimos, o fornecimento de água está caótico, Fraiburgo precisando de uma nova fonte hídrica urgente e além disso, a conta para o consumidor anda nas alturas. Agora, depois da água derramada, resta apurar de quem é a responsabilidade, para poder punir os verdadeiros culpados. Alguém tem de pagar este boleto, menos a população.

FOI FÁCIL!



Na madrugada do dia 30/3, Fraiburgo viveu suas horas de desespero e junto, sua noite de cangaço, tudo porque fomos alvos de mais um mega assalto. Assim, o Banco do Brasil foi invadido por 8 marginais que literalmente, o destruíram, para depois limpar seu cofre. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança. Pelo jeito, ninguém escapa e daqui para frente poucos escaparão destas investidas criminosas. Todavia, para quem viveu isso de perto, foi um terror!

Ademais, calmamente, homens encapuzados e fortemente armados surgiram do nada e com total domínio da ação, estacionaram seu carro (furtado) em frente ao banco, desceram com tranquilidade com seus fuzis, estabeleceram-se em posições estratégicas e começaram seu trabalho cinematográfico. Dezessete minutos, este foi o tempo que levaram para roubar e olha que ao final, o porta-malas quase foi pequeno para tanta mala cheia. Sem ocorrência de vítimas fatais, foram 17 minutos aos quais eles mandaram na cidade.

Aconteceu mais ou menos igual aqueles grandes assaltos que vemos diariamente na TV cujo apresentador Datena esbraveja, em seu programa, dizendo: "nós não temos segurança em nenhum lugar deste país" ou "os bandidos estão mandando no Brasil".

Quem assaltou essa agência é super organizado. Impressionante, mas os ladrões chegaram e como se estivessem fazendo seu trabalho, aquele que sustenta seus familiares, dispararam alguns tiros para o alto e com alguns gritos de ameaça, encurralaram todo mundo. Poucos ousaram em por a cara na janela. O que restou? rezar. Findado o serviço, eles sumiram, outrossim, deixaram muitas polêmicas no ar.

A polícia, constatando a desigualdade de condições não optou pelo confronto, in loco, sendo que limitaram-se em assistir pelas câmeras de segurança. Para muitos, isso foi o correto, mas para outros, teria sido a vitória dos marginais perante o estado. Sem dúvidas, caso a gloriosa PM pensasse em entrar nos carros, para entrar em confronto com a bandidagem, seriam recepcionados a muita bala e de grosso calibre. Então, eles teriam condições para isto? 

No dia seguinte ao evento, ouviu-se de tudo. Um policial ao qual mora perto, relatou sua total impotência, perante a barbárie. Um comerciante comentou que: "eles vêm para fazer a parte deles, para matar ou morrer e basta ninguém se intrometer, que tudo ocorre tranquilamente. Parece até que se divertem assaltando". A maioria dos depoimentos defendeu a permanência da polícia na central, porém, alguns alegaram a falta de comprometimento da mesma com a comunidade. Uma senhora relatou: "uma mãe nunca aconselharia seu filho policial a enfrentar, sem condições, este tipo de situação". 

Na real, a principal preocupação foi com a incolumidade social e na iminência de qualquer ação, um policial sempre deve fazer-se uma pergunta básica: o porquê? Por que ir para o combate? se o contingente é limitado, sendo que eram somente 3 PMs contra sei lá quantos bandidos na surdina? Por que, ir para o confronto se o armamento é fraco? Por que trocar tiros, se poderiam ferir cidadãos de bem? Por questões morais, o militar não gosta de sucumbir em uma missão. Então, combater de que jeito? Mas também, não adianta sair agindo com truculência, quando se tem fraqueza do outro lado. São dois pontos diferentes, dos mesmos por quês.

Diante disso, pode-se debitar o acontecido a um conjunto de fatores tais como: a falência moral/política do Brasil, o desemprego, a lei branda, os presídios lotados, a diferença abissal entre pobres e ricos, o crescimento de organizações criminosas e a falta de investimentos. É isto que leva a sociedade a ficar de mãos atadas. 

Mas, e os bancos? por que os bancos não reforçam a sua segurança? Não seria do seu interesse? cuidar dos seus clientes, do patrimônio e enfrentar este tipo de situação!? Poderiam alegar que, caso adotassem o confronto direto, seria uma tragédia. Então, como diria Celso Russomano: "estando bom para ambas as partes", no caso, bandidos, polícia, bancos e a população, fica tudo como está, e o seguro que se defenda. Mas mesmo o seguro, cai na conta de alguém, alguém paga por esse bagaça.


Enquanto as coisas não mudarem, não adianta ter a coragem do ator Charles Bronson, ou a visão de Wild Bill Hickok, bravo xerife norte-americano ao qual se envolvia no século 19 em vários tiroteios ou a visão da famosa "Jane Calamidade", mulher aventureira, se quando a bala canta, não há como enfrentar. Policial pensa antes de atirar, já o bandido, o bandido se esconde atrás do cidadão de bem e atira em que vê na frente. Também não adianta o policial descarregar seu ódio, muitas vezes, quando pega um ladrão de galinhas. 

ENTREVISTA COM O SEGUNDO TENENTE, MARCOS CASTRO

Le.Sete procurou o comando da Polícia Militar de Fraiburgo, o Segundo Tenente Marcos Castro e este explicou melhor a situação.

Le.Sete: Por que a polícia optou em não enfrentar os bandidos, durante a ação?
Segundo Tenente, Marcos Castro: neste tipo de assalto, dentro da Polícia, nós temos um padrão para agir. A PM tem o procedimento certo a ser feito, para cada situação fática que acontece. É assim na aplicação da Lei Maria da Penha, no caso de tráfico de drogas e também neste tipo de assalto a banco, com uso de armamento ou não. Para cada situação destas e muitas outras, tem-se um tipo de abordagem. No caso de assalto a banco, são dois procedimentos. Havendo capacidade numérica para o confronto e um armamento mais leve, em poder dos marginais, a polícia vai sim para o confronto. Já na situação do dia 30, aconteceu ao contrário disso, houve um grande número de bandidos, aproximadamente 8, com uso de armamento pesado, e nós estávamos somente em 3 policiais. Neste caso, o procedimento a ser adotado, é a cautela. Assim, não enfrentamos os meliantes, não por covardia, mas sim por vários fatores, por estarmos em menor número do que eles, por ser uma região central, cuja a troca de tiros com armas longas poderia atingir gente inocente. 

Le.Sete: a polícia simplesmente ficou olhando então?
Segundo Tenente, Marcos Castro: claro que não. Naquela situação nós não atuamos no local, mas enquanto o assalto acontecia acionamos o cerco nas cidades vizinhas.Todavia, eles conseguiram fugir por alguma estrada do interior. 

Le.Sete: quais os problemas que a PM enfrenta?
Segundo Tenente, Marcos Castro: sem dúvidas o déficit de policiais é nosso maior problema, precisávamos de no mínimo o dobro do efetivo. É claro que a PM enfrenta outros problemas, mas em hipótese alguma nos falta vontade em combater o crime, nem nos falta armamento.

Le.Sete: ouviu-se muita coisa a respeito da polícia não enfrentar os bandidos neste assalto ao Banco do Brasil. Muitos dando razão à PM em não enfrentar, pois é notória a diferença, entretanto, algumas criticas foram inevitáveis. Teve gente falando que hoje a pessoa procura o cargo de policial, mais pelo salário do que pela vocação e esquecem de que o principal combustível para estes homens e mulheres, é a coragem. O que o senhor tem a dizer disso?
Segundo Tenente, Marcos Castro: isto não procede. Todo policial passa por um longo e peculiar treinamento e quem não leva jeito para a coisa, não aguenta e abandona. O treinamento já filtra isto. 

Le.Sete: a polícia deve ser procurada diuturnamente, por qualquer coisa. Como vocês lidam então com essa enxurrada de ocorrências e a falta de soldados?
Segundo Tenente, Marcos Castro: toda a ocorrência tem atendimento. Não há essa ou aquela situação diferente para o estado. Mas é notório que temos, no Brasil, um problema sério. Nossa legislação é atrasada, temos carências notórias nos pilares sociais, também. Com isto, o cidadão de bem tem de torcer para que a polícia consiga prender o bandido, aí, torcer para que a Polícia Civil consiga fazer seu papel investigando, torcer que o MP denuncie e que o juiz aplique a lei que por sinal é atrasada. Isso tudo demora muito. Nossa lei é muito branda.

Le.Sete: é a favor da legalização das drogas?
Segundo Tenente, Marcos Castro: sou contra. Não adianta comparar o Brasil com outros países. Não adianta achar que liberando a droga o estado vai lucrar, os índices de violência vão baixar, isto é falácia, pois o crime migra. Sair do tráfico, não encerra o crime.